CHINESES VÃO ENTRAR NA PLATAFORMA DO POCEIRÃO

A construtora Mota-Engil celebrou na passada sexta-feira um acordo para a utilização da plataforma logística do Poceirão como “hub” atlântico para empresas chinesas. O grupo chinês vai ficar com a possibilidade de comprar entre 5 a 10% do capital da empresa concessionária da plataforma logística do Poceirão, a LOGZ.”O objectivo é colocar o porto de Sines ao serviço das relações comerciais entre Portugal e a China, e as redes de transportes são infra-estruturas fundamentais”, revelou em conferência de imprensa António Castro Guerra, secretário de Estado-adjunto da Indústria e da Inovação. “A empresa Naw Kwong Group e a portuguesa Mota-Engil vão cooperar na construção de uma plataforma logística face ao Atlântico”, revelou, nas suas conclusões sobre o Fórum de Cooperação Económica e Comercial Portugal-China. “A localização da Plataforma Logística do Poceirão, próxima de Lisboa, com excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, nomeadamente na intersecção das linhas ferroviárias aos portos de Lisboa, Setúbal e Sines, além da ligação ferroviária de mercadorias a Espanha, reúne os ingredientes necessários para o projecto originalmente idealizado entre as partes”, avançou em comunicado a Mota-Engil. A parceria entre a Mota-Engil e a Nam Kwong começou a ser desenhada na altura da visita oficial do Primeiro-Ministro José Sócrates à China, tendo sido celebrado em Janeiro de 2007 um acordo de parceria para os estudos de uma plataforma logística atlântica em Portugal. Integrando o Portugal Logístico, a plataforma do Poceirão, corresponde a um investimento de quinhentos milhões de euros e criará cinco mil postos de emprego directos e sete mil empregos indirectos.
Cooperação entre China e Portugal materializada em vários acordos

O Fórum de Cooperação Económica e Comercial Portugal-China não proporcionou apenas a entrada dos chineses no Poceirão: os dois governos assinaram nove acordos de cooperação económica em diversas áreas. São eles o memorando de entendimento da cooperação entre a AICEP e a sua congénere chinesa (CIPA), o acordo de intenção no desenvolvimento de novas tecnologias, o acordo de parceria entre o Centro do Comércio Externo da China e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-chinesa e o acordo entre o Centro do Comércio Externo da China e a Associação Comercial de Lisboa/Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.Relevo também para os seguintes acordos bilaterais: protocolo de cooperação na área da compra de café, azeite e vinhos entre a Bailian Group e o Grupo Temple, o protocolo sobre compras de café entre a Lianhua Supermarket Holdings e a empresa BICA.
Destacam-se ainda o protocolo sobre importação de mármores e granitos entre a Chinaligth Resouces e a Dimpomar e o protocolo sobre importação de móveis e produtos alimentares entre a Foshan Xuhui e a Servitécnica.A comitiva chinesa foi composta por 200 empresários.

Fonte: Cargo News

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